quinta-feira, 23 de junho de 2016

Não estou, mas voltarei!


Não consigo entender,
como fui eu perder
as rédeas de um cavalo
já sem vida,
desaparecida…
como cinza soprada.
Quisera eu,
que a noite fosse estrelada!
Frustrada,
sentida….
Restar-me-á apenas
uma velha história esquecida?!...
Não creio,
apenas suponho
e parecendo mesmo um sonho
deixo-me embalar…
Se não voltar?
Anseio,
mas mais forte que o receio
há de ser minha vontade de tentar!



Não estou,
mas voltarei!

Juliana Silva Casimiro


“Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho”
Fernando Pessoa

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Homofobia é crime!!!

Orlando – “Eram todos Charlie, agora ninguém é gay”. DN

 "Liberté, Egalité, Fraternité!"
Liberdade, Igualdade, Fraternidade...

* num momento em que considero este "grito revolucionário" de carácter Mundial e ñ apenas francês.
1 grito que deveria ser de todos nós e ñ apenas "dos" gays, porque o mundo é de Todos e ñ apenas dos que se julgam capazes de julgar quem quer que seja, por qualquer razão que seja...

De facto, é mais suave "Je suis Orlando", ao invés de "eu sou humano", ou mesmo "eu sou gay".
"Eu não gosto de meninas", mas ñ poderia deixar de demonstrar a minha indignação, raiva, tristeza, solidariedade, etc.

Além de viverem uma vida inteira (e atenção que só têm uma) sem poderem viver, agora também querem que deixem de respirar...
É tempo de aceitarmos as diferenças.
Aos olhos do coração somos todos iguais!
Somos todos HUMANOS!!!
O Amor vai vencer o ódio e o medo (EU ACREDITO!)

Se os gays pudessem amar livremente, hoje, TODOS poderíamos colocar "Je suis gay" no facebook sem qualquer tipo de preconceito ou medo de represálias...
 
Não poderiam todas as diferentes religiões existir, desde que houvesse respeito mútuo?

Suponhamos que eu tinha galinhas e a minha vizinha também. Tanto a minha galinha como a minha canja têm de ser melhores do que as da minha vizinha. Porquê?
Pois, também não entendo!
Não podemos ficar simplesmente contentes com a nossa felicidade e com a felicidade do próximo?
... A vida ñ é uma competição!
Parece que vão todos a correr e a atropelarem-se uns aos outros, ninguém sabe para onde, nem ganhar o quê! ...

Independentemente da raça, da cultura, da religião e das preferências sexuais de cada um, existe uma coisa chamada Respeito. Paz e Amor!

Podemos viver todos no mesmo mundo sem sermos pisados uns pelos outros. Existe espaço para todos. Pelo menos por enquanto!

"Enquanto são aqueles sírios, aqueles franceses, aqueles americanos, aqueles hooligans, aquelas mulheres, aqueles paneleiros... não é nada connosco" - Até quando esta minúscula mentalidade?!...

HOMOFOBIA É CRIME!!!

... O Mundo avança, desenvolvendo-se...
... já a mentalidade das pessoas que nele o habitam ... 😓

STOP violência (seja ela de que ordem for…) STOP violência!!!

Substituam as munições por afectos!
 ... antes que seja tarde demais! ... ❤✌


Juliana Silva Casimiro

A homofobia é crime. Não desculpa nem diminui o horror do que se passou em Orlando. Agrava-o. Não pode haver nenhum tipo de complacência para quem não pode ver dois homens beijar-se, mas pode ver perfeitamente 50 serem mortos. Dizer que a causa foi a homofobia e usar esse argumento para desvalorizar o que se passou só nos deixa mais perto da barbárie. O amor não mata. O preconceito e aceitação do preconceito matam. É essa a linha divisória. Marisa Matias

Quanto ao massacre de Orlando, o mais importante não é saber porque motivo aconteceu (homofobia, religião, depressão, etc...)
Na minha modesta opinião, o mais importante é entendermos de que forma podemos evitar que se repita...
"Eu acredito é na paz e no amor"
passaram 11 anos e infelizmente continua tão recente esta mensagem:

Álbum: Ritmo, Amor e Palavras (2005)
https://www.youtube.com/watch?v=0-GS0xhd41A

 ...

“Tiroteio em massa numa discoteca de Orlando. Pelo menos 50 pessoas morreram e mais de 53 ficaram feridas num tiroteio que ocorreu este Domingo na discoteca gay Pulse, nos Estados Unidos. O ataque aconteceu na cidade de Orlando, na Florida, que declarou estado de emergência. O autor do massacre foi identificado como sendo um cidadão norte-americano de origem afegã, chamado Omar Saddiqui Mateen. Tinha 29 anos, residia em Florida, e não tinha registo criminal. O pai do suspeito já veio dizer que ataque não está relacionado com a religião, mas que há algum tempo atrás, o jovem tinha ficado furioso ao ver dois homossexuais a beijarem-se, no centro de Miami.


O atirador esteve barricado durante cerca de quatro horas depois do tiroteio que ocorreu cerca das 02h00 locais (07h00 em Lisboa). As autoridades confirmaram que o autor do massacre morreu numa troca de tiros com a polícia. O homem barricou-se no espaço de diversão noturna e terá disparado contra as centenas pessoas que lá estavam. Um dos feridos é um polícia. O tiroteio começou fora da discoteca entre o atirador e um polícia. O homem fugiu e entrou armado para dentro da discoteca e fez vários reféns. Na discoteca Pulse estavam cerca de 320 pessoas.”

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http://www.cmjornal.xl.pt/mundo/detalhe/tiroteio_em_discoteca_gay_com_refens.html 

“A Amaq, agência de notícias do Daesh, anuncia que o grupo extremista foi o responsável pelo massacre na discoteca gay Pulse, em Orlando, na Florida, Estados Unidos. Os meios de comunicação dos Estados Unidos já tinham afirmado que o homem que matou 50 pessoas e feriu outras 53, no ataque na discoteca gay Pulse, em Orlando, nos Estados Unidos, terá ligado para o número de emergência 911 a anunciar que ia fazer um ataque de motivações religiosas e cumplicidade com o Daesh. "Sabemos que ele tinha sido alvo de investigação no passado. Ele não estava no centro das investigações, mas era suspeito de ter ligações com radicais islâmicos e simpatias com a ideologia radical islâmica", precisou um responsável norte-americano na CNN. Omar Mateen, de 29 anos, protagonizou este domingo aquele que já é considerado o pior massacre interno perpetuado por um só homem na história dos Estados Unidos.”
 
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"Havia sangue e corpos por toda a parte"

Quem sobreviveu descreve cenário de pânico e aflição.

"Estava no bar e vi corpos a tombar. Atirei-me para o chão e arrastei-me até à casa de banho para tentar fugir pelas traseiras, mas reparei num homem que tinha sido baleado nas costas. Tirei a fita do cabelo e usei-a para estancar o sangue, mas não parava de jorrar. Coloquei os braços dele à volta dos meus ombros e arrastámo-nos de lá para fora". O relato é de Christopher Hansen, um dos clientes da discoteca Pulse que sobreviveu ao massacre e ainda ajudou a salvar vidas.
"Ninguém sabia ao certo o que estava a acontecer porque havia três palcos com músicas diferentes. Quando consegui escapar ainda ouvi disparos. Havia corpos por toda a parte, sangue em todo o lado", recorda o norte-americano, que não esquece o cenário de horror. "No parque de estacionamento, as pessoas atingidas pelos tiros foram marcadas com cores diferentes, de forma a que os paramédicos soubessem quem deviam socorrer primeiro", acrescenta Christopher Hansen, que se tornou um dos rostos da tragédia.
Mas nem só quem estava na discoteca viveu momentos de terror. Helene Royster tinha viajado de Nova Iorque com o filho e estava no hotel quando foi acordada com um telefonema às 02h30. "Ele estava a chorar e aos gritos... só dizia ‘Mãe, há muita gente morta’". A mulher acabou por reencontrar-se com o filho já numa das esquadras da polícia, onde este estava a ser interrogado como testemunha.”

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“Massacre de Orlando: "Mãe, amo-te. Eu vou morrer"
"Mamã, eu amo-te. Há um tiroteio na discoteca (...) Ele vem aí. Vou morrer". Foi assim que Eddie Justice, de 30 anos, se despediu de sua mãe, momentos antes de ser uma das 50 vítimas mortais do atentado em Orlando”

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“Vítima filmou início do tiroteio através do Snapchat. Uma das vítimas mortais no massacre em Orlando, nos Estados Unidos, gravou, através da aplicação Snapchat, o momento em que o atirador Omar Mateen fez os primeiros disparos dentro da discoteca gay.
No dia seguinte ao massacre, as autoridades confirmaram que Amanda estava entre as vítimas mortais. A jovem terá sido morta logo após gravar os vídeos.”

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“Rui Maria Pêgo publicou, na sua página do Facebook, um texto sobre o massacre numa discoteca gay em Orlando, nos EUA, e acabou por assumir a sua homossexualidade. "Coincide gostar de homens. Mas gosto mais de que toda a gente possa ser o que quiser, onde quiser, de que forma quiser, sem esperar um balázio na testa", escreveu o filho de Júlia Pinheiro.”

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“Terrorista tinha "tendências" gay
Mateen era presença habitual em discoteca homossexual.

Atirador tinha tendências gay. O autor do tiroteio numa discoteca 'gay' na cidade norte-americana de Orlando, na Florida, frequentou o local várias vezes, segundo testemunhas citadas na segunda-feira pela imprensa norte-americana. Segundo a ex-mulher, o terrorista apresentava "tendências homossexuais".
"Por vezes ele ficava num canto e bebia sozinho, noutras ficava totalmente descontrolado e era agressivo", disse Ty Smith ao jornal Orlando Sentinel, sobre Omar Mateen.
Outro cliente da discoteca disse ao Los Angeles Times que Omar Mateen lhe tinha enviado uma mensagem através da aplicação ‘Jack’d’ destinada aos 'gays'. "Tendências homossexuais" A ex-mulher de Omar Mateen, Sitora Yusufiy, atualmente noiva de um brasileiro, falou com a televisão brasileira SBT.
Um antigo colega de Mateen disse que este o convidou para uma saída romântica. Sem revelar o nove, o homem diz ter sido colega de Mateen em 2006 na Academia de Polícia ‘River Community College’. O colega diz que iam a discotecas gay e que um dia Mateen o convidou para uma "saída romântica". Nessa altura, o homem diz que ainda não tinha assumido que era homossexual e que rejeitou o convite."

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"Mãe morreu para salvar filho de 21 anos Mulher colocou-se à frente do filho. Veja as fotos. Uma mulher de 49 anos, sobrevivente de dois tipos de cancro e mãe de 11 filhos, morreu para salvar um deles durante o ataque à discoteca Pulse. Brenda Lee McCool frequentava habitualmente a discoteca com o filho gay de 21 anos, Isaiah Henderson. Na madrugada de domingo, quado o atirador apontou a arma a Isaiah, Brenda colocou-se na frente e pediu ao filho para se baixar. Foi uma das 49 vítimas mortais do ataque. O filho sobreviveu."

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"Perante o ataque em Orlando, que matou 49 pessoas numa discoteca "gay" no sábado, Stefano pede que as pessoas "tenham coragem de dizer: Je suis Gay"

"O fundador da associação WEQUAL, que luta contra a discriminação devido à orientação sexual, queixa-se da "falta de empatia" com a comunidade LGBT após o ataque terrorista em Orlando. Stefano Sechi, de 22 anos, lançou a campanha "Je suis Gay" nas redes sociais e critica a pouca adesão que o movimento tem tido."
"Vocês lembram-se do 'Je suis Charlie', 'Je suis Paris' e 'Je Suis Bruxelles'. Desta vez a empatia do povo foi quase inexistente", afirmou o jovem. "Talvez porque a homofobia é parte integrante da nossa sociedade".
Na página Omofobia Stop, o jovem criticou ainda o uso da hastag "Je suis Orlando", que está a ser mais usada, porque, ao contrário do que aconteceu em Paris e Bruxelas, "não foi atacada uma cidade, mas sim uma comunidade, a comunidade gay". Stefano pede que as pessoas adiram à campanha porque para além de "gays, heteros, brancos, negros, judeus e muçulmanos, somos primeiro que tudo humanos"."

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